| FILMES |
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os filmes que vejo ao longo do ano, com possíveis (possíveis, eu disse) comentários para cada um deles. a cotação vai de 00 a 100. // significa que o filme foi revisto. 2x significa o número de vezes que o filme foi visto (no caso desse exemplo, 2 - mas poderiam ser 3, ou 4, ou 5, ou qualquer coisa). |
Sábado, Fevereiro 05, 2005
JANEIRO: --> Últimos 5 filmes vistos: Sideways, Em busca da terra do nunca, Jogos mortais, Entrando numa fria maior ainda; Show de vizinha. 001 - Cabana do inferno [Cabin fever, Eli Roth. EUA, 02. Visto em DVD] 64 002 - Meu tio matou um cara [idem, Jorge Furtado. BRA, 04. Visto no cinema] 58 003 - /Encontros e desencontros/ -- 5x -- [Lost in translation, Sofia Coppola. EUA, 03. Visto em DVD] 94 004 - Perto demais [Closer, Mike Nichols. EUA, 05. Visto no cinema] 70 005 - /Perto demais/ -- 2x -- [Closer, Mike Nichols. EUA, 04. Visto no cinema] 67 Gosto de como os saltos temporais da narrativa instigam a imaginação do espectador -- nada é muito explícito, e muitas vezes o que é mais relevante à trama não está entre o material filmado, portanto há sempre essa brincadeira com o público que acho bem legal; caracteriza o que eu chamaria de cinema-de-sugestão. No entanto há tembém um interesse claro em se falar sobre relacionamentos amorosos e, por consequência, comportamentos humanos, que acaba por não funcionar muito bem devido ao fato dos personagens durante boa parte do tempo mais parecerem robôs de última geração programados para disparar frases de efeito por segundo do que, bem, seres humanos. Não fica natural, apesar do roteiro captar muito bem o comportamento de um estereótipo específico -- a classe média bem-sucedida vai adorar, ficar espantada por se identificar tanto, e, tenho certeza, discutir o filme com o casal de amigos no jantar após a sessão. E que fique claro que Natalie Portman merece todos os prêmios que vêm recebendo e mais alguns. A menina dá um show, virei fã. 007 - Eurotrip [idem, Jeff Schaffer. EUA, 04. Visto em DVD] 60 008 - Show de Vizinha [Girl next door, Luke Greenfield. EUA, 04. Visto em DVD. 46 FEVEREIRO: 009 - Entrando numa fria maior ainda [Meet the fockers, Jay Roach. EUA, 04. Visto no cinema.] 52 010 - Jogos mortais [Saw, James Wan. EUA, 04. Visto no cinema.] 66 O fato de todos os personagens serem estereótipos dos mais simplórios possíveis (o assassino de vida sofrida que quer mostrar ao mundo o quanto as pessoas são ingratas e deveriam agradecer a deus diariamente por ele ter sido tão gente boa e ter lhes dado uma vida tão linda e maravilhosa, o policial aposentado que pirou no último caso e não sossega enquanto não resolvê-lo, o marido que trai a esposa para depois de um contratempo-daqueles se arrepender e perceber o quanto sua família é perfeita, e por aí vai) prejudica bastante, uma vez que fica obviamente bem mais difícil comprar todo esse lance de "jogo psicológico" que o filme quer vender. Mas a situação em si já garante boas doses de tenção, e as complicações do roteiro -- apresentadas de modo meio truncado, mas vá lá --, assim como seu ponto de partida, são criativas o suficiente para prender sua atenção por uma hora e meia ou duas. É bem divertido. 011 - Em busca da terra do nunca [Finding neverlad, Marc Forster. EUA/Reino Unido, 04. Visto no cinema.] 47 012 - Sideways, entre uma e outras [Sideways, Alexander Payne. EUA, 04. Visto no cinema.] 59 Um filme como esse deve muito aos personagens, portanto é realmente uma pena perceber que todos eles, em Sideways, tem até (não muito, mas algum) potencial, no entanto vão simplesmente se desfazendo com o tempo. À excessão de Maya (bela interpretação de Virginia Madsen, por sinal), que é a única do qurtateto principal que permanece íntegra até o final do terceiro ato, lá pela metade do filme todo mundo que ainda não virou paródia de si mesmo está no caminho certo. Quem sou eu para dizer, mas acredito que seria um filme bem mais aproveitável (do jeito que está é assistível, e lambe os beiços) caso não houvesse o personagem de Thomas Haden Church para servir de copntraponto forçadíssimo e desnecessário a Paul Giamatti (também muito bem, obrigado) e acentuar as características de looser nato deste segundo -- porque é só pra isso mesmo, nem o lugar-comum do aprendizado entre os dois companheiros de viagem há (nesse caso porque um dos dois personagens é completamente nulo). Digo, já que a única relação que interessa é mesmo Giamatti-Madsen, seria interessante se Payne deixasse ela fluir naturalmente, sem nenhuma forçassão de barra do estilo "oh meu deus, eles estão gemendo no outro quarto e eu aqui conversando sobre vinhos!".
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